Caminho de Santiago 2015: 1ª etapa (Valença-Porriño)

Caminho de Santiago 2015: 1ª etapa (Valença-Porriño)

Breve história

Tudo começou no século IX, com a presumível descoberta do túmulo do apóstolo Santiago na Galiza. Segundo a tradição medieval, o eremita Paio alertado por luzes nocturnas, que se produziam no bosque de Libredão, avisou o bispo de Iria Flavia, Teodomiro, que descobriu os restos de Santiago Maior e de dois dos seus discípulos, no lugar que posteriormente se levantaria Compostela, topônimo que poderia vir de Campus Stellae, isto é “campo de estrelas”, ou mais provavelmente de Composita Tella, “terras bem ajeitadas”, eufemismo de cemitério.

A descoberta propiciou que Afonso II das Astúrias, fizesse uma peregrinação que anunciou no interior do seu reino e no exterior, a um novo lugar de peregrinação da cristandade num momento em que a importância de Roma decaíra e Jerusalém não era acessível por estar em poder dos muçulmanos.

Em 1325, após a morte de D. Dinis, a rainha Santa Isabel peregrinou a Santiago, seguindo seguramente uma rota muito semelhante aquela que está hoje marcada pelas setas amarelas, cruzando a recém concluída ponte de Barcelos, evitando assim um desvio por Braga.

Com as construções de novas estradas o caminho seguido pelos peregrinos terá sofrido algumas alterações no século XIX, tendo o caminho inicial caído em desuso. Com o crescer da popularidade do “camiño” no século XX, a Xunta da de Galicia divulga em 1993 o itinerário Tui – Santiago. Finalmente, na primavera de 2006, um grupo de portugueses e espanhóis pinta a última seta do percurso entre Lisboa e Santiago.